terça-feira, 4 de outubro de 2016

Francisco de Assis e o Lobo

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Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as Tuas criaturas, especialmente, meu Senhor, o irmão Sol, que faz o dia e nos dá a luz.
São Francisco de Assis*
* Este pequeno texto foi retirado de um belo poema de São Francisco de Assis, chamado «Cântico ao Irmão Sol», no qual se pode ver o seu amor por Deus e pela Natureza.
Num tempo chamado Idade Média, na pequena cidade italiana de Assis, vivia um jovem de nome Francisco.
Era o filho mais velho de um dos homens mais ricos da sua cidade, o negociante de panos Pietro di Bernardone. À loja do pai de Francisco, no rés-do-chão da casa onde moravam, iam os senhores e senhoras mais endinheirados da região comprar belas e pesadas peças de veludo e de brocado para com elas mandarem fazer os seus sumptuosos fatos, mantos e capas.
Desde que nascera, Francisco vivia rodeado de todo o conforto e até de um certo luxo. Como os outros jovens de famílias ricas, gostava de se vestir com roupas vistosas e de participar, com os seus amigos, em banquetes e outras festas. Às vezes, ficava a divertir-se nessas festas até de madrugada, ouvindo música, comendo saborosas carnes assadas e bebendo os melhores vinhos de Itália. Assim, durante algum tempo, a vida do jovem Francisco foi idêntica à de outros rapazes da sua idade e condição social.
Um dia, Francisco adoeceu gravemente e teve de ficar de cama durante algum tempo para se recuperar. A sua mãe nunca deixou que lhe faltasse nada e confortou-o sempre com muito carinho, desejosa de que o filho mais velho se curasse o mais rapidamente possível.
Quando, finalmente, o rapaz melhorou, quis imediatamente levantar-se da cama para sair, pois já estava cansado de estar fechado no seu quarto. Porém, ao pôr os pés no chão depois de tanto tempo deitado, sentiu-se fraquejar.
Na realidade, Francisco ainda não tinha força suficiente para se manter de pé e, por essa razão, a mãe veio logo trazer-lhe uma ajuda: uma bonita bengala de madeira envernizada com cabo de marfim, para o filho se apoiar nos primeiros tempos.
Francisco quis, então, ir dar um longo passeio pelo campo, perto da cidade onde morava. Lá, teve ocasião de pensar bastante sobre a vida que levara até àquela altura e chegou à conclusão de que queria mudar, para viver de uma forma completamente diferente da que ele conhecia até então. Naquele dia, caminhou pelos campos e pensou longamente, enquanto admirava a beleza que havia à sua volta.
Desde cedo se habituara a observar a Natureza: as árvores, as flores silvestres, os rios, os campos cultivados, os animais, o Sol, a Lua e todos os astros do firmamento. Ao contemplar a Natureza, Francisco sentia-se cada vez mais perto de Deus, o Criador de todas as coisas.
Uns dias mais tarde, na loja do seu pai, enquanto atendia um cliente que vinha comprar ricos tecidos, reparou que um homem muito pobre tinha entrado na loja para pedir dinheiro, e Francisco apressou-se a mandá-lo embora, quase sem se aperceber do que fazia. No entanto, nessa noite, lembrou-se do que tinha feito e arrependeu-se muito! Aquele pobre contava com a sua ajuda e ele nada fizera por ele…
Então, tomou a decisão mais importante da sua vida: a partir daquele dia, iria dar tudo o que pudesse a quem viesse pedir-lhe ajuda.
Assim fez, tornando-se generoso como nunca tinha sido. Na verdade, acabou mesmo por dar tudo o que tinha e mudou-se para uma cabana fora da cidade de Assis, para viver da forma mais simples possível, como Jesus tinha vivido. Francisco começou, então, uma vida de serviço aos pobres e doentes com quem se cruzava, lamentando-se apenas do tempo que tinha perdido em festas luxuosas e grandes banquetes, enquanto tantas pessoas passavam fome e frio por não terem quem as ajudasse.
A partir daquela altura, todos os pedintes que dele se aproximavam recebiam ajuda e palavras de conforto. O mesmo acontecia com os doentes, de quem Francisco tratava o melhor que sabia, sobretudo daqueles que não tinham ninguém que quisesse cuidar deles.
Como gostava muito da Natureza, Francisco de Assis foi-se tornando também cada vez mais amigo de todos os animais, árvores, flores e tudo o mais que Deus tinha criado com tanto amor e perfeição. Para ele, todos os seres da Natureza eram como seus irmãos e assim os tratava, por onde quer que passasse nas viagens que fazia.
Certo dia, Francisco compreendeu que a população de uma cidadezinha chamada Gubbio andava muito zangada e preocupada por causa de um lobo feroz que por lá aparecia frequentemente para atacar galinhas e outros animais domésticos.
A certa altura, as pessoas de Gubbio, já desesperadas com a situação, decidiram que um grupo de homens iria procurar o lobo pelas matas para o matar. Ao saber isto, Francisco resolveu falar ao povo de Gubbio:
— Deixai-me, primeiro, ir ter com o lobo — pediu-lhes. — Em breve, regressarei e direi o que haveis de fazer.
Conforme prometera, Francisco foi à procura do tal lobo feroz e, finalmente, encontrou-o. Viu, então, que ele estava magro e faminto e percebeu imediatamente a razão que o levara a atacar os animais domésticos e até alguns habitantes de Gubbio.
Então, aproximou-se suavemente do lobo, acariciou-lhe o lombo e falou com ele, como conversava com outros animais, plantas e até com o Sol e a Lua, dos quais cada vez gostava mais. É que Francisco sabia que todos eram criaturas de Deus e, portanto, havia que tratá-los com respeito e carinho.
Depois de ter falado ao lobo, regressou a Gubbio, tal como havia combinado. Os habitantes já o esperavam ansiosamente e quase não o deixavam falar, fazendo-lhe muitas perguntas. Por fim, Francisco disse-lhes:
— Vi o lobo. Falei-lhe e posso garantir-vos que não voltará a atacar, desde que vocês passem a deixar-lhe alguns restos de comida à entrada de Gubbio. Se assim fizerem, não será necessário matá-lo nem continuar a temê-lo, pois não voltará a fazer-vos mal algum.
Muito impressionados com as palavras de Francisco, os homens e mulheres que o ouviram foram guardar os paus e armas que já tinham preparado para a caça ao lobo e regressaram a suas casas muito mais tranquilos. Na verdade, conheciam bem Francisco e, embora achassem estranho que ele conseguisse falar com os animais, sabiam que ele era um homem bom e que cumpria a sua palavra.
A partir daquele dia, reinou a paz entre o lobo e a população de Gubbio, que não deixou de arranjar comida para lhe matar a fome.
Por esta e muitas outras razões, Francisco veio a ser considerado um homem santo e é também o padroeiro dos ecologistas e de todos aque­les que se dedicam a proteger a Natureza.
Ao longo dos tempos, muitos homens resolveram seguir o exemplo de Francisco de Assis e são conhecidos por «fransciscanos»! Todos eles decidiram viver na maior simplicidade, ajudando, com alegria, os pobres e os doentes e respeitando sempre a Natureza!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

MEUS QUERIDOS PAIS

Resultado de imagem para coraçãoSantissima  Trindade e a Virgem Maria
eu vos amo a  vós e a toda corte celeste
e ao meu proximo tambem.



B .LERÇA

sábado, 24 de setembro de 2016

DEUS É MAGNIFICO

~
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     B.LERÇA

FÓRMULA DE CONSAGRAÇÃO DA HUMANIDADE AO CORAÇÃO SACRATÍSSIMO DE JESUS. (“Annum Sacrum”, Carta Encíclica de Leão XIII)

Ó dulcíssimo Jesus, ó Redentor do gênero humano, lançai um olhar sobre nós, humildemente prostrados diante do vosso altar. Somos vossos e vossos queremos ser; e para podermos viver mais estreitamente unidos a Vós, eis que cada um de nós se consagra ao vosso Sacratíssimo Coração. Muitos, porém, já não Vos conhecem; muitos, ao desprezar os vossos mandamentos, repudiam-Vos. O benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros; e atraí todos ao Vosso Coração Santíssimo.

Oh Senhor, sê o Rei não só dos fiéis que não se distanciaram de Vós, mas também destes filhos pródigos que Vos abandonaram; fazei com que estes retornem à casa paterna o quanto antes para não morrerem de miséria e fome. Sê o Rei de todos os que vivem no engano do erro ou que por discordarem de Vós se separaram; chamai-os ao porto da verdade e da unidade da Fé para que assim, em breve, não haja mais que um só rebanho sob um só Pastor.

Sê finalmente o Rei de todos os que estão envoltos nas superstições do paganismo e não recuseis tirá-los das trevas para traze-los à luz do Reino de Deus.

Obtende, oh Senhor, a integridade e liberdade segura para a vossa Igreja; dai a todo o povo a tranqüilidade da ordem; fazei com que de uma extremidade à outra da terra ressoe esta única voz: “Seja louvado este Coração do qual provém a nossa salvação; a Ele a glória e a honra pelos séculos. Amém!” (11).

11. “Annum Sacrum”, Carta Encíclica de Leão XIII sobre a Consagração da Humanidade ao Sagrado Coração de Jesus, 25 de Maio de 1899

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ladainha de S. José




Resultado de imagem para s.joseSenhor, tende piedade de nós. (Repete-se)
Jesus Cristo, tende piedade de nós. (Repete-se)
Senhor, tende piedade de nós. (Repete-se)
Jesus Cristo, ouvi-nos. (Repete-se)
Jesus Cristo atendei-nos. (Repete-se)

Pai do Céu que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.

S. José, rogai por nós.
Honra da família de David, rogai por nós.
Glória dos Patriarcas, rogai por nós.
Esposo da Mãe de Deus rogai por nós.
Castíssimo guardião da Virgem, rogai por nós.
Amparo do Filho de Deus, rogai por nós.
Vigilante defensor de Cristo, rogai por nós.
Chefe da Sagrada Família, rogai por nós.
José justíssimo, rogai por nós.
José castíssimo, rogai por nós.
José prudentíssimo, rogai por nós.
José fortíssimo, rogai por nós.
José fidelíssimo, rogai por nós.
Espelho de paciência, rogai por nós.
Amante da pobreza, rogai por nós.
Modelo dos trabalhadores, rogai por nós.
Glória dos lares, rogai por nós.
Guardião das virgens, rogai por nós.
Sustentáculo das famílias, rogai por nós.
Consolo dos infelizes, rogai por nós.
Esperança dos enfermos, rogai por nós.
Advogado dos moribundos, rogai por nós.
Terror dos demónios, rogai por nós.
Protector da Santa Igreja, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor!
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor!
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós Senhor!

V/ Ele o constituiu Senhor da sua casa.
R/ E o fez príncipe de todos os seus bens.

Oremos:
Ó Deus, cuja inegável providência se dignou escolher o bem-aventurado S. José para esposo de Vossa Mãe Santíssima, fazei que venerando-o como protector na terra, mereçamos tê-lo como nosso intercessor no Céu. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

Ámen.