sábado, 15 de outubro de 2016

Santa Beatriz da Silva (Campo Maior1424[2] – Toledo9 de Agosto de 1492), nascida D. Beatriz de Menezes da Silva, foi uma nobreportuguesa e santa católica.
Beatriz era a oitava filha de D. Rui Gomes da Silvaalcaide da vila fronteiriça de Campo Maior, e de D. Isabel de Menezes, Condessa de Portalegre, filha de D. Pedro de Menezesconde de Vila Real; assim, por via materna, descendia não só dessa casa senhorial, como também das dos condes de Ourém e Barcelos, linhagens antiquíssimas que tinham no Rei D. Sancho I de Portugal o seu remoto antepassado. Era, ainda, irmã do frade franciscano Beato Amadeu da Silva.
D. Pedro de Menezes teria dado a mão da sua filha Isabel ao cavaleiro Rui Gomes da Silva, após este participar com bravura na tomada de Ceuta, tendo aí permanecido a cumprir o serviço militar. Há quem defenda, por isso, que a jovem Beatriz possa ter nascido naquela praça-forte magrebina e não no Alentejo como é dito por muitos.
A Santa Beatriz da Silva no topo da árvore genealógica da Ordem da Imaculada Conceição por si fundada.
Descendente de reis e neta de senhor tão influente, foi desde cedo foi preparada para a vida naCorte, tornando-se dama da infanta D. Isabel, Rainha de Castela e Leão, filha do infante D. João, o penúltimo dos filhos do Rei D. João I de Portugal, a qual era quatro anos mais nova que Beatriz.
Ao que parece, Beatriz da Silva seria uma jovem de grande beleza, conforme testemunha um relato da época: «além de vir de sangue real, era mui graciosa donzela e excedia a todas em formosura e gentileza».
Em 1447, contava a infanta D. Isabel dezanove anos, o seu tio D. Pedro, Duque de Coimbra, regente do reino, promoveu os seus esponsais com João II de Castela, que então se achava viúvo. Uma vez rainha, Isabel, ambiciosa, começou por afastar a influência do todo-poderoso condestável de Castela, D. Álvaro de Luna, e não tardou a criar intrigas na corte, algumas das quais envolvendo a jovem Beatriz, cuja beleza não passara despercebida. Embora fosse ama e confidente da rainha, tal não impediu que Isabel se enciumasse daquela, maquinando contra a sua própria vida.
Assim, segundo reza a lenda, teria fechado Beatriz num estreito baú, onde eventualmente a falta de oxigénio acabaria por ceifar lhe a vida. Durante três dias andou desaparecida, até que o seu tio, D. João de Menezes, que também se achava na corte, estranhando a sua ausência, teria questionado a rainha sobre o paradeiro da sobrinha, tendo esta conduzido-o ao baú onde a encarcerara, certa de encontrar já um cadáver.
Para seu grande espanto, Beatriz tinha sobrevivido – segundo se diz, por haver invocado a Virgem Maria, tendo esta aparecido-lhe e comunicado que a salvaria, se esta fundasse uma ordem religiosa que celebrasse o mistério da Imaculada Conceição.
Beatriz acabou por perdoar à rainha, que se arrependera, e retirou-se da Corte, ingressando num mosteiro em Toledo. Aí viveu monasticamente, sem contudo tomar as ordens sacras, preparando-se a ela mesma, e a um pequeno grupo de outras monjas, para ingressar na nova ordem que planeava fundar.
Não foi fácil criar a Ordem, mas com o apoio da rainha Isabel, a Católica, filha da rainha portuguesa D. Isabel, conseguiu enfim estabelecer a Ordem da Imaculada Conceição, trajando de azul e branco (as cores de Nossa Senhora da Conceição), destinado unicamente à contemplação. A bula Inter Universa, que autorizava a constituição dasConcepcionistas, foi expedida enfim pelo Papa Inocêncio VIII em 1489.
Túmulo de Santa Beatriz da Silva em ToledoEspanha.
Beatriz faleceu em Toledo três anos mais tarde. Cedo ganhou fama de santa, sendo cultuada pelo povo mesmo antes ainda de a Santa Sé a santificar. De facto, a Igreja Católica só a elevou aos altares já no século XX, quando o Papa Pio XI, em 28 de Julho de 1926, lhe reconhece o título de beata e aprova enfim o culto que já lhe era devido, desde há muito, pelos leigos. Por fim, em 3 de Outubro de 1976, o Papa Paulo VI canonizou-a, declarando-a santa. É celebrada a sua festa litúrgica no dia 17 de Agosto de cada ano,[3] sendo particularmente reverenciada em Campo MaiorPortugal, e em Espanha, onde instituiu a sua obra e faleceu; só aí se situam mais de 90 conventos da Ordem Concepcionista, que conta com cerca de 120 casas monásticas espalhadas pela Europa e América Latina.

Oração para todos os dias

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Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, nós Vos veneramos como Medianeira no mistério da visitação, porque foi por Vosso meio que Deus santificou a São João Batista.

Ó Senhora e Mãe nossa concedei-nos a graça...

(Fazer o seu pedido)

E mostrai que Vos aprazeis de ser venerada sob o título de Medianeira de todas as graças. Amém.

Rezar 5 Ave-Marias.

Rogai por nós Medianeira nossa poderosíssima, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração

Senhor Jesus Cristo, Mediador nosso junto ao Pai, que vos dignastes constituir Vossa mãe, a Santíssima Virgem Maria, também nossa mãe e Medianeira junto a Vós, concedei benigno que todo aquele que suplicante se dirigir a Vós, se alegre de ter alcançado por meio dela, tudo o que pediu. Vós que viveis e reinais por todos os séculos. Amém.

sábado, 8 de outubro de 2016

Oração S.Hugo contra a febre

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Em nome do Pai + do Filho + do Espírito Santo.


Nós Vos suplicamos, Senhor, que a intercessão do bem aventurado S. Hugo, nos torne merecedores da Vossa Graça, socorrei-nos, Jesus, pela bondade infinita, que Vos faz participar de todos nossos sofrimentos.
Nós Vos pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Assim seja.

Repetir três vezes:
S. Hugo que por Vossa poderosa intercessão dominais a febre, rogai por nós.

Rezar um Pai Nosso e uma Avé Maria.

Breve biografia:
S. Hugo nasceu em França em 1503. Durante mais de cinquenta anos foi bispo de Grenoble, apesar da sua escassa vocação episcopal, a ponto de solicitar constantemente que o afastassem do cargo. Teve de lutar contra o concubinato de clérigos, a simonia, a usura, as dívidas e a má administração da igreja de Grenoble. Cansado, abandonou o bispado e retirou-se para viver como um cartuxo, mas o Papa obrigou-o a voltar à diocese. Morreu no cargo de bispo, em odor de santidade e canonizaram-no dois anos depois. É o protector de quem se dedica à vida mística.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Francisco de Assis e o Lobo

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Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as Tuas criaturas, especialmente, meu Senhor, o irmão Sol, que faz o dia e nos dá a luz.
São Francisco de Assis*
* Este pequeno texto foi retirado de um belo poema de São Francisco de Assis, chamado «Cântico ao Irmão Sol», no qual se pode ver o seu amor por Deus e pela Natureza.
Num tempo chamado Idade Média, na pequena cidade italiana de Assis, vivia um jovem de nome Francisco.
Era o filho mais velho de um dos homens mais ricos da sua cidade, o negociante de panos Pietro di Bernardone. À loja do pai de Francisco, no rés-do-chão da casa onde moravam, iam os senhores e senhoras mais endinheirados da região comprar belas e pesadas peças de veludo e de brocado para com elas mandarem fazer os seus sumptuosos fatos, mantos e capas.
Desde que nascera, Francisco vivia rodeado de todo o conforto e até de um certo luxo. Como os outros jovens de famílias ricas, gostava de se vestir com roupas vistosas e de participar, com os seus amigos, em banquetes e outras festas. Às vezes, ficava a divertir-se nessas festas até de madrugada, ouvindo música, comendo saborosas carnes assadas e bebendo os melhores vinhos de Itália. Assim, durante algum tempo, a vida do jovem Francisco foi idêntica à de outros rapazes da sua idade e condição social.
Um dia, Francisco adoeceu gravemente e teve de ficar de cama durante algum tempo para se recuperar. A sua mãe nunca deixou que lhe faltasse nada e confortou-o sempre com muito carinho, desejosa de que o filho mais velho se curasse o mais rapidamente possível.
Quando, finalmente, o rapaz melhorou, quis imediatamente levantar-se da cama para sair, pois já estava cansado de estar fechado no seu quarto. Porém, ao pôr os pés no chão depois de tanto tempo deitado, sentiu-se fraquejar.
Na realidade, Francisco ainda não tinha força suficiente para se manter de pé e, por essa razão, a mãe veio logo trazer-lhe uma ajuda: uma bonita bengala de madeira envernizada com cabo de marfim, para o filho se apoiar nos primeiros tempos.
Francisco quis, então, ir dar um longo passeio pelo campo, perto da cidade onde morava. Lá, teve ocasião de pensar bastante sobre a vida que levara até àquela altura e chegou à conclusão de que queria mudar, para viver de uma forma completamente diferente da que ele conhecia até então. Naquele dia, caminhou pelos campos e pensou longamente, enquanto admirava a beleza que havia à sua volta.
Desde cedo se habituara a observar a Natureza: as árvores, as flores silvestres, os rios, os campos cultivados, os animais, o Sol, a Lua e todos os astros do firmamento. Ao contemplar a Natureza, Francisco sentia-se cada vez mais perto de Deus, o Criador de todas as coisas.
Uns dias mais tarde, na loja do seu pai, enquanto atendia um cliente que vinha comprar ricos tecidos, reparou que um homem muito pobre tinha entrado na loja para pedir dinheiro, e Francisco apressou-se a mandá-lo embora, quase sem se aperceber do que fazia. No entanto, nessa noite, lembrou-se do que tinha feito e arrependeu-se muito! Aquele pobre contava com a sua ajuda e ele nada fizera por ele…
Então, tomou a decisão mais importante da sua vida: a partir daquele dia, iria dar tudo o que pudesse a quem viesse pedir-lhe ajuda.
Assim fez, tornando-se generoso como nunca tinha sido. Na verdade, acabou mesmo por dar tudo o que tinha e mudou-se para uma cabana fora da cidade de Assis, para viver da forma mais simples possível, como Jesus tinha vivido. Francisco começou, então, uma vida de serviço aos pobres e doentes com quem se cruzava, lamentando-se apenas do tempo que tinha perdido em festas luxuosas e grandes banquetes, enquanto tantas pessoas passavam fome e frio por não terem quem as ajudasse.
A partir daquela altura, todos os pedintes que dele se aproximavam recebiam ajuda e palavras de conforto. O mesmo acontecia com os doentes, de quem Francisco tratava o melhor que sabia, sobretudo daqueles que não tinham ninguém que quisesse cuidar deles.
Como gostava muito da Natureza, Francisco de Assis foi-se tornando também cada vez mais amigo de todos os animais, árvores, flores e tudo o mais que Deus tinha criado com tanto amor e perfeição. Para ele, todos os seres da Natureza eram como seus irmãos e assim os tratava, por onde quer que passasse nas viagens que fazia.
Certo dia, Francisco compreendeu que a população de uma cidadezinha chamada Gubbio andava muito zangada e preocupada por causa de um lobo feroz que por lá aparecia frequentemente para atacar galinhas e outros animais domésticos.
A certa altura, as pessoas de Gubbio, já desesperadas com a situação, decidiram que um grupo de homens iria procurar o lobo pelas matas para o matar. Ao saber isto, Francisco resolveu falar ao povo de Gubbio:
— Deixai-me, primeiro, ir ter com o lobo — pediu-lhes. — Em breve, regressarei e direi o que haveis de fazer.
Conforme prometera, Francisco foi à procura do tal lobo feroz e, finalmente, encontrou-o. Viu, então, que ele estava magro e faminto e percebeu imediatamente a razão que o levara a atacar os animais domésticos e até alguns habitantes de Gubbio.
Então, aproximou-se suavemente do lobo, acariciou-lhe o lombo e falou com ele, como conversava com outros animais, plantas e até com o Sol e a Lua, dos quais cada vez gostava mais. É que Francisco sabia que todos eram criaturas de Deus e, portanto, havia que tratá-los com respeito e carinho.
Depois de ter falado ao lobo, regressou a Gubbio, tal como havia combinado. Os habitantes já o esperavam ansiosamente e quase não o deixavam falar, fazendo-lhe muitas perguntas. Por fim, Francisco disse-lhes:
— Vi o lobo. Falei-lhe e posso garantir-vos que não voltará a atacar, desde que vocês passem a deixar-lhe alguns restos de comida à entrada de Gubbio. Se assim fizerem, não será necessário matá-lo nem continuar a temê-lo, pois não voltará a fazer-vos mal algum.
Muito impressionados com as palavras de Francisco, os homens e mulheres que o ouviram foram guardar os paus e armas que já tinham preparado para a caça ao lobo e regressaram a suas casas muito mais tranquilos. Na verdade, conheciam bem Francisco e, embora achassem estranho que ele conseguisse falar com os animais, sabiam que ele era um homem bom e que cumpria a sua palavra.
A partir daquele dia, reinou a paz entre o lobo e a população de Gubbio, que não deixou de arranjar comida para lhe matar a fome.
Por esta e muitas outras razões, Francisco veio a ser considerado um homem santo e é também o padroeiro dos ecologistas e de todos aque­les que se dedicam a proteger a Natureza.
Ao longo dos tempos, muitos homens resolveram seguir o exemplo de Francisco de Assis e são conhecidos por «fransciscanos»! Todos eles decidiram viver na maior simplicidade, ajudando, com alegria, os pobres e os doentes e respeitando sempre a Natureza!